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domingo, 10 de outubro de 2010

Vamos lá começar do inicio.

Ainda não falei aqui da grande moca que apanhei há mais de uma semana.
Ora bem foi o aniversário da La Coquette e como tal fomos jantar a um restaurante no centro do Porto.
10€ por entradas, um bom prato de comida, sangria à descrição, umas 3 garrafas de vinho verde e café num sitio com bom ambiente.

vi a queda em primeira mão, não é Coquettezita?
Sempre que vinha cá fora fazer companhia aos fumadores e dar umas passitas também dava-me uma vontade de mijar que não sei como não pingou nada pra cueca. E lá ia eu para trás dos carros regar as ervas daninhas.
Saimos do restaurante fomos para a beira do carro de uma das convidadas beber rum venezuelano com coca cola o que parecendo que não, não ajuda a manter a comida no estômago. Ora bem não, não fui eu que vomitei, mas fui eu que levei com o vomitado nas sapatilhas. Naquelas sapatilhas All Star, branquinhas de couro.
Depois da aniversariante morrer um bocadinho na mala do carro fomos para a vogue onde não quisemos deixar o consumo obrigatório por beber e bebemos umas vodkazitas para ajudar os pés a não pararem.
Charrito para ali, um golezito de vodka para aqui, dançamos que nos fartamos até que me deu (outra vez) um ataque persistente de soluços.
E o que significa um ataque persistente de soluços?
É daqueles ataques que duram pelo menos uma hora em que já nos dói o peito de tanto soluçar e a azia já é tanta que nem a sentimos.
Passado então uma meia hora de estar a soluçar resolvi desistir e pedir para virmos embora.
Fui completamente esmagado na fila para pagar e mesmo assim não houve nada que fizesse os soluços pararem.
A única coisa boa de estar lá apertado foi ser apertado contra um dos convidados para o aniversário que era um miminho para os olhos.
Saímos, passamos à frente de uns indecisos que estavam na fila dos táxis e viemos para casa onde finalmente podemos descansar um bocado.
Os dois numa cama de solteiro dormimos como porcos e sim os soluços só me passaram quando me deitei.
Até o taxista comentou que já descobriram cura para tudo menos para os soluços. hahaha

Hora de acordar e ouço o telemóvel dela a tocar e tento acordá-la:
"Acorda, hello, acorda caralho. (abanão) acorda  acorda acorda (aperto-lhe o nariz) acorda... Olha a tua mãe ao telefone!" - "Hã!?"

A palavra "MÃE" até faz levantar os mortos!

(continua...)